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19 de outubro de 2015

Bastidores da conversa com uma família marcada por uma tragédia

                                                      
Foto: Arquivo pessoal

Conversei com minha fonte principal - e agora grande amiga - no dia 25 de setembro. A história relatada por Angela Fengler foi para mim um exemplo de vida. Ela me contou os detalhes de como aquela terça-feira, dia 18 de novembro de 2014, ficará para sempre na sua memória.

Chegando ao local, ao encontrar Angela, pude perceber que ela é uma pessoa fantástica, de talento, carisma e simpatia. Me apresentei e expliquei o motivo pelo qual a escolhi. Ao iniciarmos a conversa, um arrepio tomou conta de mim, pois, como estudante de jornalismo e futura jornalista, não pude demonstrar meu sentimento de indignação e revolta. Busquei ficar neutra diante da tragédia que levou Angela a seguir a vida com outros olhos, outra visão e com aquele vazio que nunca mais vai ser apagado da memória.

Angela e a filha sobreviveram a um acidente de trânsito que matou o marido e pai Marcelo Fengler. Agora, o relato de Angela vai ilustrar minha reportagem na Exceção, onde busco mostrar o estrago causado pelos acidentes em milhares de famílias.

Pra mim, confesso, foi uma lição, um fato que chocou a mim e boa parte da comunidade santa-cruzense na época.  

21 de setembro de 2015

(Mau) jornalismo e conspirações no lançamento de Eco



A esperteza está em pôr antes uma opinião banal e depois outra opinião, mais racional, que se assemelhe muito à opinião do jornalista. Assim o leitor tem a impressão de estar sendo informado de dois fatos, mas é induzido a aceitar uma única opinião como a mais convincente. (ECO, 2015, p. 55-56).
O leitor só vai entender o que está acontecendo se lhe disserem que há uma queda de braço entre duas forças, que o governo anuncia um pacote de sacrifícios, que vamos subir a ladeira, que o Quirinal está em pé de guerra, que Craxi disparou à queima-roupa, que o tempo urge, que não deve ser demonizado, que não é hora de dar apoio tapando o nariz, que estamos com a água no pescoço, ou então que estamos no olho do furacão. (ECO, 2015, p. 93-94).

Mesmo em meio ao semestre de intensas atividades envolvendo aula, grupo de pesquisa e trabalho, não resisto à tentação das leituras que identifico como clandestinas. Considerando o que tenho para ler (e os prazos a serem cumpridos), essas obras são escolhidas por pura paixão, curiosidade e desejo de diversão. Nossos encontros ocorrem naqueles minutos antes de dormir e, principalmente, nas horas de viagem entre uma cidade e outra, sob o olhar cúmplice e discreto dos cobradores de ônibus.
Pois bem, apresento aqui a mais recente aventura: “Número Zero”, de Umberto Eco. Lançado neste ano, o livro conta a história da equipe de redação de um jornal feito para difamar e chantagear, sem necessariamente chegar ao grande público. A narrativa contém romance e teorias de conspiração envolvendo o cadáver de Benito Mussolini, a maçonaria, a máfia, o Vaticano, as operações da polícia secreta e boa parte da história moderna italiana.
Porém, o que permeia “Número Zero” do início ao fim é a crítica ao jornalismo. Durante as reuniões de pauta, os repórteres trocam informações e opiniões, na tentativa de encontrar o ângulo certo de determinado assunto e a redação mais adequada para a cobertura. É aí que aparecem as ironias quanto às subjetividades (preconceitos, simulações, interesses políticos e econômicos) presentes no trabalho jornalístico. Os trechos acima são explicações do revisor à equipe. Ele orienta os repórteres a, nas entrelinhas, emitir o próprio ponto de vista e a utilizar clichês para facilitar a compreensão do leitor.
Por fim, vale a leitura. É jogo rápido, divertido. E faz pensar. Além das reflexões sobre a “melhor profissão do mundo”, nas palavras de Gabo, “Número Zero” apresenta muitas referências a obras de arte e ao universo erudito. Não dá para esperar a profundidade de “O Nome da Rosa”, por exemplo. Porém, a experiência das 208 páginas é deliciosa. E tem na biblioteca ;)

31 de agosto de 2015

A Zine dos Omi

  
Viralizou nas redes sociais e ganhou projeção na mídia nacional uma iniciativa bem-humorada de três mulheres: a fanpage Zine dos Omi. A página no Facebook faz referência às capas de revistas femininas tradicionais, questionando o machismo. Na apresentação do perfil, a pergunta já sugere a provocação: “Editora Zine dos Omi: se você não diria isso ao homem, por que diria à mulher?”.
Segundo as autoras, o objetivo é causar “o estranhamento, a sensação de algo forçado, ridículo e exagerado, em uma crítica direta às revistas femininas”. Tem uma entrevista delas divulgada em O Globo. Para quem, como eu, adorava fazer os testes da Capricho na pré-adolescência, a experiência de lucidez é muito válida. E se, como leitores já é interessante refletir sobre o tema, imagina para futuros repórteres, editores...

26 de novembro de 2014

A charge em revista!!!!

 

Atualmente, nos mais diferentes meios de comunicação, deparamo-nos com diversas formas de protesto e crítica. Elas, atacam o sistema administrativo vigente, à política social que se adota e os governantes em geral. As críticas, podem ser feitas, na imprensa, de diversas formas. Uma delas é utilizando-se de argumentos lógicos que possam convencer o leitor. Outra é explorando o riso que resulta da sátira, da ironia e do deboche usados como recursos para criar vínculo com o leitor e persuadi-lo a aceitar as ideias do discurso.  Essa é a força das ilustrações humorísticas que envolvem a caricatura de um ou mais personagens, feita com o objetivo de satirizar algum acontecimento da atualidade. O gênero charge - do francês “charger” - nasce com a necessidade de ataque literalmente. Este trabalho traz alguns aspectos desse gênero cheio de dilemas por sua importância na contextualização dos fatos, humor, polêmica e controvérsias, e o requinte simplista de um fato retratado em linhas.

23 de novembro de 2014

Joe Gould e outros livros-reportagem

Os alunos da disciplina de Jornalismo de Revista tiveram que produzir uma resenha sobre a obra 'o Segredo de Joe Gould'. A obra é um livro-reportagem de Joseph Mitchell. Ele publicou nos anos 40 nas páginas da revista The New Yorker a história do maltrapilho, chamado de Joe Gould,  que vivia em um bairro boêmio de New York. Gould era um homem baixo, com barba e cabeleira longa e usava roupas doadas em tamanho maior que o necessário.  

Nasceu em Massachusetts e pertenceu a uma família de médicos. Herdou o nome do avô. Mas decidiu deixar tudo para trás, após obter uma graduação em Harvard, e viver para escrever a história oral. Além disso, era conhecido por muitas pessoas e locais de Nova York, e em algumas ocasiões era até convidado para festas. 

Depois de passar anos perambulando em solo nova-iorquino, em 18 de Agosto de 1957, o boêmio faleceu devido a uma arteriosclerose e senilidade, aos 68 anos de idade. Muito bom o livro e recomendo. Mitchell foi criativo ao escrever cada parágrafo da obra. Ele nasceu na Carolina do Norte em 1908 e faleceu em 1996. Atuou em periódicos como New York Herald Tribune e The New Yorker. 

Além dessa obra, deixo aqui outras dicas de livro-reportagem que também são essenciais para os estudantes de Jornalismo: Hiroshima de John Hersey, Rota 66 de Caco Barcellos e A Sangue Frio de Truman Capote. Há muitos outros que poderia citar e outros que ainda desejo ler. Não vou contar sobre o assunto dos livros para não perder a graça. Vale a pena conferir!








21 de novembro de 2014

Com a revisão, a impressão da revista está próxima!

Desde a última quarta-feira, 19 de novembro, os alunos da disciplina de Jornalismo de Revista intensificam a revisão da Revista Exceção. Na última aula, todos com caneta e olhar atento aos textos apontaram as melhorias e o que era necessário corrigir. Aos poucos, a vontade de ver a revista impressa vai tornando-se realidade. Eu sempre fui apaixonada por revistas, como já havia comentado em outras postagens do blog. Isso vem desde a infância.

Agora, eu e os colegas podemos dizer que produzimos uma revista. Ela está ficando linda, com histórias interessantes, fotos criativas e com um toque especial na diagramação. Logo, logo vai estar nas nossas mãos e na dos colegas que gostam de estar por dentro das produções do curso de Comunicação Social da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Vai valer muito a pena ver essa edição da revista pessoal! :)



                        Alunos utilizaram a manhã do dia 19 para revisão. O registro é do colega Guilherme Graeff

16 de novembro de 2014

O povo contra Larry Flynt

Como estudamos a disciplina de Jornalismo de Revista neste semestre e é a turma que atualiza o blog, vou comentar, mais uma vez, sobre um filme que trata do assunto. Na última semana, escrevi sobre 'O Preço de Uma Verdade' que também traz como foco principal uma revista.

Hoje, o filme que faz parte desta postagem é 'O Povo Contra Larry Flynt' que é baseado em fatos reais. A história é sobre o empresário Larry Flynt que iniciou a revista 'Hustler' nos Estados Unidos nos anos 70. É uma versão mais popular que a 'Palyboy'. O periódico recebeu muitos processos ao longo dos anos. Na saída de uns dos julgamentos de processos, Flynt e seu advogado Alan Isaacman são atingidos por disparos. Isaacman se recupera, mas Flynt é atingido na coluna e perde o movimento das pernas, passando a utilizar a cadeira de rodas.  Entre os fatos mais polêmicos, foi a divulgação não autorizada de fotos nuas de Jacqueline Kennedy. Aos poucos, a revista fica conhecida e Flynt se torna milionário.

Eu gosto muito desse filme produzido em 1996. Ainda na adolescência o assisti e tive conhecimento da história de Larry Flynt que, hoje, tem 72 anos de idade. O elenco do longa é fantástico com atores como Woody Harrelson, que interpreta Flynt; Edward Norton e Courtney Love. Harrelson é perfeito no papel de Flynt. Aliás, é um excelente artista. Indico para os estudantes de Jornalismo e para os meus colegas da disciplina de Jornalismo de Revista. Quero rever o filme nas férias!!

                                                   Woody Harrelson e Edward Norton

                                                    Woody Harrelson como Larry Flynt

                                                      Capa do filme lançado em 1996 

                                       
                                                     O criador da revista Hustler, Larry Flynt

                                                       

3 de novembro de 2014

Casamento perfeito

Sou uma completa apaixonada por revistas. Também pudera, desde criança estive cercada por elas. Na adolescência, quando já havia decidido ser jornalista, me apaixonei também por uma forma diferente de narrativa que encontrava apenas na literatura. Agora, ao produzir minha monografia na área, percebo a mais perfeita sintonia entre os dois mundos - jornalismo e literatura - em um só lugar: na revista.

14 de outubro de 2014

O personagem principal: Seu Milton

Nessa portagem, vou falar um pouco sobre o Seu Milton Royer que é uma das fontes principais da minha matéria que já foi escrita para a revista do segundo semestre de 2014. Por meio dele que descobri as muitas histórias e lendas que há naquele município e também em Venâncio Aires. A minha madrinha havia me falado que ele era uma pessoa que gostava muito de contar as histórias assombradas e que as relatava de forma muito precisa. E foi, exatamente, isso que aconteceu.

Logo quando cheguei na fazenda onde ele mora, já comentou alguns episódios. Depois, ele encheu um chimarrão, sentou em uma cadeira e, de fato, começou a relatar os detalhes. Interessante a forma como ela lembrou de cada minutos dos fatos. Gostei de forma como ele contou essas histórias. Um mais legal que a outra, uma mais sinistra que a outra. Não sei se qualquer pessoa poderia ver, ouvir ou sentir o que ele presenciou, pois foi super real. Que tem alguma coisa, tem! Porque, vou ousar desafiar o sobrenatural? Porque, duvidar das coisas que podem estar invisíveis e só alguns olhos podem ver? É por isso que não duvido de nada! Somos muito pequenos perante a esta imensidão que guarda muitos mistérios!

Milton apreciava um chimarrão enquanto contava as histórias

9 de outubro de 2014

Making of do Editorial de Moda

Depois de alguns posts falando sobre os editorias de moda em geral, nada melhor do que mostrar um pouco do que vem por aí. O editorial para a próxima edição da Revista Exceção já foi fotografado e tratado, e está na diagramação, mas para dar um gostinho e saber o que esperar destes cliques, confira o vídeo:


Editorial de Moda - Revista Exceção from Paola Severo on Vimeo.

Modelo: Nicole Rieger
Imagens: Ana Paula Thumé Soares
Edição: Bianca Cardoso Batista
Fotografia: Paola Severo
Trilha: Falling - HAIM

7 de outubro de 2014

A gata companheira da pauta!

Eu adoro gatos....eu amo! Minha paixão por eles vem da infância. Tenho a impressão que já nasci gostando deles...hehe. Minha irmã e minha mãe também gostam. Eu sempre tive quando morava em casa. Depois que fomos morar em apartamento não tive mais. O melhor lugar para eles é o pátio. A minha última que tive foi a Liz, uma siamês que completou nove anos semana passada. Hoje, ela reside na casa de minha ex-vizinha. Como ela não se adaptou ao apartamento, doei ela para aquela família.

Quando fui em busca das fontes para a matéria da Revista no interior do município de General Câmara pude conviver por alguns momentos com muitos gatos. Logo quando cheguei na propriedade fui recebida por três. Alguns ariscos e outros nem tanto. Mais tinha uma em especial que logo veio correndo e miava muito. A princípio ela não tinha nome, mas sim um filhote. A pelagem era com listras petras e cinzas. Muito querida! Eu falava com ela que se atirava no chão e corria em volta. Durante as entrevistas e quando fui fazer fotos da propriedade, lá estava ela sempre junto. A gata me acompanhou por onde eu ia. Só faltava falar. Um amor. Se eu chamava, ela vinha correndo. O Milton Royer que trabalha na propriedade disse que ela é companheira e também sempre vai onde ele está. De tardezinha ou de noite quando ele sai, vai ela junto. Os animais percebem as situações e as pessoas que gostam deles. Com certeza, essa é a gata mais companheira para uma pauta que já vi!



1 de outubro de 2014

O jornalismo em sua essência

No último fim de semana tive a oportunidade de vivenciar uma experiência única. Dentro do jornalismo, certamente, a mais emocionante até agora. Quem me conhece sabe que sou apaixonada por esportes. Por jornalismo esportivo, então, mais ainda. Há quase dois anos tenho a chance de realizar um estágio na área. E é há cada final de semana como plantonista de esporte que descubro algo a mais para me apaixonar. No último não foi diferente.

21 de setembro de 2014

Uma tarde diferente!

Na tarde de sábado, 20 de setembro, eu fui em busca das entrevistas sobre a matéria para a Revista exceção da disciplina de Jornalismo de Revista. O lugar era uma espécie de fazenda no interior do município de General Câmara, próximo de Vale Verde. Muito lindo onde eu estava, porque aprecio muito os animais e a natureza. A minha pauta envolve histórias ou lendas que as pessoas contam. Inicialmente, era para abranger, somente, Venâncio Aires. No entanto, fui adiante e decidi falar um pouco sobre cidades da região.

Lugar é marcado por açudes

Histórias é o que não faltou nas entrevistas. Fui para ouvir uma pessoa e apareceu o vizinho que também sabia contar, o Mauro. Muito interessante! Mas, não vou falar quais 'personagens' as histórias envolvem para não perder a graça. Isso pode ser conferido na edição da revista. Bom, vou falar um pouco da fazenda. Quando chegamos (minhã mãe, minha madrinha e meu padrinho me acompanharam) logo fui recebida por uma gata linda e simpática. Para quem não sabe sou 'gateira'. Depois vieram os cães mansos e por fim apareceu o Milton que foi meu entrevistado e cuida da fazenda. É um lugar muito legal, mesmo!

Tem muitos açudes e plantas. É uma propriedade rural que guarda muita história, porque tem um tronco petrificado da época dos escravos, panelas de barro do tempo dos jesuítas e as trincheiras (buracos feitos no solo para Guerra) que segundo Milton, são da Revolução Farroupilha. São coisas que só o 'in loco' proporciona. Nas próximas postagens, vou contar um pouco mais sobre a visita e sobre a pauta!!

Trincheiras (buracos feitos na Guerra) 



18 de setembro de 2014

A arte de produzir revista

A revista é um meio de comunicação que tem algumas vantagens sobre os outros meios: ela é portátil, fácil de usar e oferece grande quantidade de informação, por um custo pequeno. Entra na nossa casa, amplia nossos conhecimentos, nos propõem reflexões, mas o principal é que nos da referência para formarmos nossa própria opinião. É publicada semanalmente, quinzenalmente, mensalmente ou em qualquer outro intervalo de tempo. Paga ou gratuita, o exemplar pode chegar pelo correio ou ser vendido em bancas. A origem da palavra “revista” de acordo com a autora Fatima Ali (2009), vem do inglês “review”, que quer dizer, entre outras coisas, revista, resenha e crítica literária. A palavra “review” segundo Ali era comum em várias revistas literárias inglesas, que eram os modelos imitados em todo o mundo nos séculos 17 e 18. Daí a origem da palavra “revista” na língua portuguesa. Já na Inglaterra, nos Estado Unidos e em outros países de língua inglesa, revista é chamada de “magazine”, que vem da palavra árabe “Al-mahazen”, que significa armazém ou depósito de mercadorias variadas. Ali (2009), afirma que revista é feita para o leitor, “esse é o mandamento número um, a regra número um. Qualquer revista grande ou pequena, paga ou distribuição gratuita, dirigida a qualquer público, do mais amplo ao mais especializado é feita para ser lida.” (ALI, 2009, p. 31). Ela salienta que mais da metade das revistas lançadas a cada ano não sobrevive. Quase sempre, o principal motivo é a falta de foco. As revistas que se mantém por décadas, e até mesmo por mais de um século, tem um conceito claro, uma missão editorial específica e uma fórmula bem definida. A autora chama a atenção para dez itens que devem ser levados em consideração na produção de uma revista. 1. Lembrar do leitor, sempre- A cada pauta, cada decisão, cada escolha, cada matéria, lembrar que a revista é do leitor. Que tem com ele uma relação que ele deseja renovar a cada vez que a revista chega. 2. Servir- Esse é o principal objetivo do trabalho de fazer revista, uma tarefa contínua, que pode garantir que o leitor tenha interesse pela edição seguinte. 3. Surpreender- Levar o leitor ao encontro do inesperado, do desconhecido ou de coisas que ele não sabia que queria saber. 4. Oferecer um benefício- O leitor precisa sentir que ao ler a revista, tem um ganho que não teria se não tivesse lido. Informação, diversão, saúde, conhecimento. 5. Dar espaço de participação- A interatividade aumenta o compromisso emocional com a revista e fortalece a relação com o leitor. 6. Atender- Dar informações que são de interesse do leitor, o que eles querem saber. 7. Manter contato- Sair, andar, circular, observar e ouvir. 8. Colocar-se no lugar dele- Analisar a revista com distanciamento, como se nunca tivesse a visto antes, com o olhar de um novo leitor. Imaginar como ele entende cada texto. Se perguntar: o que mais eu gostaria de saber? O que precisa ficar mais claro? 9. Não subestimar- O leitor não quer que falem com ele de cima para baixo. O jornalista não é superior a ele, só tem mais informações sobre alguns assuntos. 10. Atenção pessoal- A revista pode ter milhões de leitores. Mas, ao se dirigir a eles, falar com um só: ele, o único, aquele que tem a revista nas mãos, naquele momento. Entre as cinco maiores revistas do mundo, National Geographic tem o conceito de maior longevidade, desde 1888. A imagem abaixo é da capa publicada em junho de 1985, tem a foto de uma menina de 12 anos, refugiada em um campo na fronteira de Afeganistão com Paquistão. Helicópteros soviéticos destruíram sua família e sua cidade. A foto tornou-se um ícone da National Geographic e uma das fotos mais reproduzidas no mundo.

14 de setembro de 2014

O gosto pelas revistas!

Desde criança, sempre tive gosto especial pelas revistas. Ainda pequena, costumava folheá-las nos consultórios médicos para olhar as fotos e figuras mesmo antes de aprender a ler e a escrever. Minha irmã costumava assinar revistas quando eu era adolescente e ela tinha tinha uns 20 e poucos anos. Lembro-me da Revista Cláudia e Superinteressante chegavam sempre para as minhas mãos. Adorava ler as matérias e principalmente os editoriais de moda da Cláudia, até pelo fato de eu ter iniciado a carreira de modelo aos 13, mas abandonei aos 20.


Quando eu tinha uns 14 anos, comecei a me interessar pelas Revistas de Rock como Metal Massacre e Metal Head. Hoje, sei que não mais existem. Elas eram a minha paixão da época, assim como o Rock and Roll que ainda faz e fará sempre parte de mim. Sou mega fã do estilo. Eu tenho muitas delas guardadas até hoje sendo que de vez em quando vou revê-las. Isso é tão bom!! Além das reportagens e entrevistas com os ídolos e músicos, as revistas do estilo traziam letras traduzidas, partituras, posteres, tatuagens e dicas de CD's ' DVD's. Todas as capas abaixo estão na minha coleção. O Jornalismo, mesmo em revistas de entretenimento, sempre esteve presente de forma marcante e enriqueceu a minha cultura desde jovem. Afinal, qual revista que sobrevive sem o Jornalismo?

Uma das primeiras que adquiri

Capa com o 'Offspring' despertou-me para o Punk Rock


Uma de minhas edições preferidas da Metal Massacre



9 de setembro de 2014

Um pauteiro na família

É inegável que eu sempre acabe pensando em algo relacionado com a agricultura para fazer minhas reportagens. Não foram tantas durante a faculdade, pois costumo me permitir a produzir sobre aquilo que não conheço. Estou em um espaço acadêmico que permite ousar e testar, então seria incompreensível não agir dessa forma. Mas, não nego minha alegria em praticar minha futura profissão, meu sonho de infância, em um universo mágico, tranquilo e gostoso de estar: o universo onde cresci. E, foi nele que ganhei de presente minha pauta para a Exceção.


3 de setembro de 2014

Diferentes formas de contar

Desde o primeiro encontro, a turma da disciplina de Jornalismo de Revista vem pensando e discutindo formas de inovar na produção da Exceção. Texto, fotografia, projeto gráfico, divulgação e outros aspectos estão sendo analisados pela equipe com o objetivo torná-la cada vez melhor. Entre eles, um dos pontos mais destacados por grande parte dos alunos: o uso de infográficos.

2 de setembro de 2014

Uma vida através de palavras

Reprodução
Dominar as palavras e seus significados requer um certo dom. Nem todos possuem esta habilidade latente como desejariam. Outros, porém, se apropriam da escrita como se dela originasse a própria forma, o gosto, a personalidade e o jeito. A jornalista e escritora Eliane Brum é uma destas pessoas que defende a palavra como sendo uma extensão do próprio corpo. Para ela, a vida tem sentido a partir do momento em que se torna história contada. E é seguindo este viés que a gaúcha resolveu se aventurar através de sua própria trajetória para compor a obra Meus desacontecimentos: a história da minha vida com as palavras. De uma maneira extremamente pessoal, Eliane perpassa por momentos marcantes de sua vida e, com isso, tenta entender a si mesma e explicar certos aspectos da personalidade que a acompanharam até a fase adulta.


13 de dezembro de 2010

Dica de cinema

Moçada!

Aproveito o final da Exceção para deixar uma dica de cinema, mas que acho interessante compartilhar com os colegas e amigos. Neste domingo, 12, dia chuvoso, aproveitei para curtir um cinema em casa e encontrei o filme "Kit, uma garota especial".

A história se passa nos anos 30 onde uma menina de 10 anos de idade começa a escrever artigos em uma máquina de escrever para publicar no jornal da sua cidade. Como uma legítima jornalista, ela anota tudo o que ela enxerga em um pequeno bloco e vai escrevendo os seus artigos. Mas quando ela leva os textos na redação do jornal para publicar, os mesmos são discriminados e deixados de lado pelo fato dela ser apenas uma menina.

Porém a garotinha não desiste e descobre uma aldeia de sem tetos, Neste local ela faz fotos e faz um texto sobre o que viu, mas mesmo assim segue sendo discriminada pela redação do jornal.
Porém uma sucessão de roubos começa a assustar a cidade e os sem tetos são os principais suspeitos da polícia, sendo que um deles é funcionário da sua família. Ao ir atrás e investigar o caso, a garota descobre que um mágico que realizava apresentações na sua casa era o ladrão que estava roubando na cidade. De posse de uma máquina fotográfica e um bloco de anotações, ela persegue os bandidos e descobre onde estão os objetos furtados e o dinheiro roubado.

Com o flagrante e as fotos, ela escreve o texto que é públicado com o seu nome no jornal, sendo a mocinha reconhecida pelo seu trabalho na cobertura do caso, o qual inocentou todos os sem tetos da cidade, que já estavam sendo taxados de bandidos pela seqüência de furtos.

Achei esse filme interessante pois mostra o interesse de uma criança de 10 anos de idade em praticar o jornalismo, de se incentivar a escrever em uma máquina de escrever e de querer públicar os seus artigos, mostrando que a prática do jornalismo não tem idade para ser executada.

Deixo a dica para os amigos leitores da exceção, pois vale a pena ser assistido.

Abraços!!!!

2 de dezembro de 2010

Exceção vem ai ...

Parece ser inacreditável aos olhos de quem vê a finalização da edição 2010/2 da Exceção (Revista Laboratório do Curso de Jornalismo da Unisc). Mas, para os alunos que tanto se dedicaram para que esta fosse a melhor edição, valeu cada minuto dedicado á ela.

Com uma perfeita diagramação, e com histórias e curiosidades sobre pessoas e fatos de Santa Cruz do Sul e região, a edição ganhou um lindo layout. É uma pena, que o mistério sobre a revista só será desvendado no próximo semestre. Pois, o lançamento ocorre após o início das aulas. Até lá,os curiosos podem conferir uma prévia das reportagens e também dos bastidores no blog da revista.