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19 de outubro de 2015

Bastidores da conversa com uma família marcada por uma tragédia

                                                      
Foto: Arquivo pessoal

Conversei com minha fonte principal - e agora grande amiga - no dia 25 de setembro. A história relatada por Angela Fengler foi para mim um exemplo de vida. Ela me contou os detalhes de como aquela terça-feira, dia 18 de novembro de 2014, ficará para sempre na sua memória.

Chegando ao local, ao encontrar Angela, pude perceber que ela é uma pessoa fantástica, de talento, carisma e simpatia. Me apresentei e expliquei o motivo pelo qual a escolhi. Ao iniciarmos a conversa, um arrepio tomou conta de mim, pois, como estudante de jornalismo e futura jornalista, não pude demonstrar meu sentimento de indignação e revolta. Busquei ficar neutra diante da tragédia que levou Angela a seguir a vida com outros olhos, outra visão e com aquele vazio que nunca mais vai ser apagado da memória.

Angela e a filha sobreviveram a um acidente de trânsito que matou o marido e pai Marcelo Fengler. Agora, o relato de Angela vai ilustrar minha reportagem na Exceção, onde busco mostrar o estrago causado pelos acidentes em milhares de famílias.

Pra mim, confesso, foi uma lição, um fato que chocou a mim e boa parte da comunidade santa-cruzense na época.  

19 de março de 2012

Entrevista Dialógica


MEDINA, Cremilda de Araújo. Entrevista: o diálogo possível. 3. ed São Paulo: Ática, 1995. 96 p. (Série Princípios)

Entrevista Dialógica

Em Entrevista: o diálogo possível, a autora Cremilda de Araújo Medina defende uma forma de entrevista voltada para o aspecto humanístico, como uma conversa e não como um questionário pré-moldado. Isto, defende ela, tornará a entrevista mais atrativa e autêntica, menos presa a uma pauta já estabelecida.

Por inevitavelmente ser uma interação social, a entrevista altera e influencia todos os que participam dela. A autora lembra que a entrevista faz parte do cotidiano de praticamente todos os indivíduos. Com o diálogo, o foco se volta para o entrevistado e não para a confirmação de uma pauta ou da opinião do entrevistador.

Morin, citado por Cremilda, ressalta que a palavra é fonte rica, porém duvidosa, pois podem existir fatores que falseiam as respostas e declarações (situação política, opção sexual e religiosa, entre outros). Morin prefere a entrevista não-diretiva pois esta “dá palavra ao homem interrogado, no lugar de fechá-lo em questões preestabelecidas”.

Cremilda divide as entrevistas em dois grupos: as que desejam espetacularizar o ser humano e as que desejam compreendê-lo. As de espetacularização subdividem-se em “perfil do pitoresco”, “perfil do inusitado”, “perfil da condenação” e “perfil da ironia intelectualizada”. As de compreensão subdividem-se em: “entrevista conceitual”, focada em conceitos antes de comportamentos; “entrevista/enquete”, com depoimentos aleatórios sobre determinado tema; “entrevista investigativa”, vai até onde a informação não está disponível facilmente; “confrontação-polemização”, em que o debate é o foco; e “perfil humanizado”, que tenta traçar um perfil humano e compreender verdadeiramente o entrevistado.

Morin divide em quatro: entrevista-rito, espécie de palavra de confirmação, parte que não pode faltar em uma cerimônia; entrevista-anedótica, conversão frívola, longe de qualquer comprometimento; entrevista-diálogo, traz à tona esclarecimentos sobre o entrevistado ou determinado problema; e neoconfissões, quando o entrevistado mergulha em si e revela sua alma.

Quanto ao desempenho humano, Cremilda ressalta que o perfil do entrevistador e do entrevistado são fundamentais para que haja o diálogo, mas é possível facilitá-lo com preparação e ciência da complexidade da situação psicossocial, permitindo o desbloqueio da comunicação e interação.

Para quem estuda Jornalismo ou para quem apenas deseja entender mais sobre esta interação social chamada de entrevista, o livro mostra-se fonte imprescindível de conhecimento. Uma boa entrevista não segue uma fórmula matemática e exige conhecimento do entrevistador para lidar com uma situação única a cada abordagem.

Conceitos

Diálogo e monólogo - “O diálogo é democrático; o monólogo é autoritário”.

Tipos de entrevista segundo Morin - Entrevista-rito, entrevista anedótica, entrevista-diálogo e neoconfissões.

Entrevistas de espetacularização - “perfil do pitoresco”, “perfil do inusitado”, “perfil da condenação” e “perfil da ironia intelectualizada”.

Entrevistas de compreensão - “entrevista conceitual”, “entrevista/enquete”, “entrevista investigativa”, “confrontação-polemização” e “perfil humanizado”.

29 de outubro de 2011

Histórias da Guerra

No post de hoje, deixo pra vocês um trecho da entrevista que serve de base para a minha reportagem. Conheçam um pouco da rica história do Sr. Montague.


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