29 de setembro de 2011

Monografia sobre a reportagem em Piauí

Ainda sobre a Revista Piauí, deixo abaixo a monografia do ex-colega de vocês, hoje igualmente jornalista profissional diplomado, Thiago Stürmer, que tive o privilégio de orientar.

Chama-se Atualidade, profundidade e narrativa literária: a reportagem como fator de distinção na revista Piauí e foi defendida ao final do primeiro semestre de 2010.

Falaremos mais sobre ela no próximo encontro presencial.


Pra entrar no clima de Piauí

Em agosto de 2010, a então graduanda, hoje jornalista profissional diplomada, Vanessa Kannenberg, postou no Blog da Exceção um vídeo comemorativo ao primeiro ano da revista Piauí, que estudaremos a partir da próxima aula.

Ilustra bem, o tal vídeo, o tom da revista.

Divirtam-se:


Uma visão sobre a Veja

Estamos estudando a Revista Veja e tentando entender por que ela é a revista mais odiada e ao mesmo tempo é a mais lida do Brasil. Para tanto, conversei com uma pessoa que trabalha na área de comunicação há mais de 20 anos e é assinante da Veja. O comunicador de rádio Jairo Bola, 41 anos, abordou algumas questões muitos interessantes sobre a revista.
Ouça:


27 de setembro de 2011

Em fase de preparação...

Nesse final de semana terei uma conversa com os principais personagens da história que irei contar na próxima Exceção. Enquanto isso, estou seguindo as orientações do professor Demétrio: lendo crônicas, muitas crônicas. A minha cronista preferida é a Martha Medeiros e é dela as últimas crônicas que lí.

Como não sou egoísta, vou compartilhar com vocês uma crônica que tem algo de semelhante com a minha matéria. Espero que também gostem e reflitam. Sempre existe algo inetressante que podemos levar pra vida pessoal da gente né?!

Quem quiser pode ler mais crônicas dela nesse site que encontrei!


A IMPONTUALIDADE DO AMOR
Martha Medeiros

Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.

Uma tarde de lembranças

Depois da pauta decidida e das pesquisas em torno do tema realizadas, chegou a hora da entrevista. Na tarde fria da última sexta-feira, tive o primeiro contato com o meu entrevistado. De início, confesso que temi. Tive receio de a história não render, afinal, meu case já tem lá seus 92 anos de idade. Do contrário, me surpreendi positivamente com as lembranças dele em torno do tema. Fiquei feliz e, mais ainda, com vontade de contar essa história.

Assim como a colega Jeniffer expôs no post anterior, na minha entrevista as lágrimas - um misto de lembranças boas e outras nem tanto - também se fizeram presentes. Na sala da sua casa, com uma leve garoa caindo lá fora, tive a sensação de, por vezes, estar no local dos acontecimentos ali contados. O sotaque do meu case talvez tenha contribuído para isso, assim como os detalhes de cada acontecimento. Enfim, espero que vocês sintam o mesmo quando tiverem em mãos essa história. Por sinal, uma bela história.

26 de setembro de 2011

Com a entrevista, vieram as lágrimas...

Não vou mais esquecer a tarde de hoje. A entrevista com a fonte que vai dar o norte para a minha matéria da Exceção foi surpreendente. Já havíamos tido contato de forma tímida por telefone algumas vezes e a ela parecia pouco dada a contar histórias. Para o meu engano, não foi preciso muitas perguntas para que ela se abrisse de forma sincera e verdadeira. “Esse é meu assunto favorito. É um orgulho falar disso”, disse logo que a nossa conversa iniciou.

Pois bem. As emoções da tarde não pararam por aí. Mais de uma vez interrompemos a entrevista para a minha protagonista secar os olhos, cheios de lágrimas de saudade. Fui brindada com a sorte de me deparar com uma fonte que faz questão de falar sobre o tema da minha reportagem e que não esconde a emoção, a sensibilidade e a saudade ao lembrar da profissão do pai. “Não é feio chorar por isso”, eu dizia a ela, enquanto tentava se desculpar por chorar em frente a uma desconhecida. Depois de uma tarde como essa, a gente entende porque é tão bom contar histórias.

21 de setembro de 2011

Para onde vai Rio Pardo?

Nas últimas semanas, me intriga a quantidade de vezes que vi Rio Pardo, cidade na qual nasci, com destaque na mídia. Infelizmente, de forma negativa. As últimas manchetes anunciavam mortes, violência doméstica, vingança, tráfico de drogas, prostituição. Que a cidadezinha está transformada não é novidade. Lembro de quando nem pensava em ir para a faculdade, as noites jogando futebol no meio da rua, traves feitas com chinelos "Havaianas" e bola remendada com fita isolante. Lembro de poder andar de bicicleta pelas ruas da cidade histórica sem medo. Ou então, tomar sorvete na esquina de casa com os amigos, inventando histórias e dividindo sonhos. Incrivelmente, todas essas lembranças têm menos de 10 anos. O que aconteceu de lá para cá?

Dizer que toda a cidade tem violência, drogas e libertinagem é lugar comum. Mas é sempre estranho ver nossa terra natal desandando. A verdade é que não sabe-se onde essa onda de violência vai parar. Pode ser um vizinho que mata o cachorro da vizinha com carne envenenada para poder furtar frutas de seu quintal - por mais estranho que isso soe, ocorreu com minha avó -; pode ser um grupo de garotos traficando para outros garotos; pode ser um marido que espanca a esposa e não aceita o divórcio. Definitivamente, a Rio Pardo de hoje não é a mesma que, certa vez, acolheu minha infância e foi palco dos meus sonhos.

19 de setembro de 2011

Ideias sempre são bem-vindas!

Todos já sabem que procuro cases que tenham feito algo por acaso e que no final deu certo e ainda rendeu uma boa história! Enfim, procurei daqui e dali, investi na busca até mesmo pelas redes sociais e nada.

Correndo o risco de perder a pauta pela falta de cases, resolvi investir no que o velho ditado diz " quantidade não significa qualidade", pois bem, a minha pauta não terá diversos cases mas farei o possível para tratar da melhor forma possível essa história.

Uma coisa que costumo fazer é assistir, ouvir e ler reportagens que me tragam boas influências e me encham de ideias! Ontem (18/09/11) enquanto preparava uma nega maluca, ao mesmo tempo em que assistia o Fantástico, me chamou atenção a história que logo mais seria contada no quadro "O cupido".

A história, obviamente, tratava de um casal de namorados. O que não era nada óbvio foi a forma com que se conheceram, e foi justamente isso que me fez lembrar da minha pauta: o acaso ou destino, como preferir.

É lógico que não vou contar detalhes da história que estou preparando para a próxima Exceção, mas vocês poderão imaginar algo a partir desse quadro que compartilho logo abaixo.

Bom espero que gostem do vídeo!

video

16 de setembro de 2011

Como era verde o Brasil de Justino Martins

Se, de um lado, jornalistas como Joel Silveira conquistaram, por mérito e senso de oportunidade, seu lugar nos anais da profissão (ao menos por estes lados), com outros a memória parece sofrer de alzeimer.

Refiro-me pontualmente ao gaúcho de Cruz Alta Justino Martins (foto abaixo), cunhado de Erico Verissimo,"descoberto", ao lado de Joel Silveira, por Samuel Wainer quando este sucedeu a Azevedo Amaral no comando da Diretrizes, mas que transitou, também, pela Revista do Globo e Manchete, para ficarmos em três.


Como Justino Martins chamou atenção de Samuel Wainer?

Ao mandar, para o então jovem diretor de Diretrizes, um envelope com uma reportagem dentro, cujo título - "Como era verde o Brasil" - era franca e ironicamente inspirado em um romance famoso à época, de Richard Llewellyn.

"O autor, numa linguagem típica de jornalista da província, pedia-me cerimoniosamente que me desse o trabalho de ler o que escrevera", comentou Wainer anos mais tarde em seu "Minha razão de viver".

Wainer não apenas leu como se apaixonou pelo texto do rapaz: de forma irônica, e a partir de relatório fornecido pela polícia gaúcha, Justino Martins escrevera uma reportagem sobre o integralismo de Plínio Salgado e sua ramificações no Sul do Brasil nos primeiros anos do século 20, que o projetaria em nível nacional e que renderia muitos outros textos dessa natureza.

Reproduzo abaixo, via Issue, de uma edição que 1973 do livro "Reportagens que Abalaram o Brasil", (BLOCH, 1973), que comprei na Estande Virtual, e que tem, além do texto de Justino Martins, reportagens de David Nasser, Otto Lara Rezende e outros de mesmo quilate.


Para além do assunto, instigante, e não obstante a linguagem da época, às vezes empolada, a mim chamou atenção no texto a estrutura que Justino Martins se utilizou para escrevê-lo: a partir de uma visita a uma museu integralista, por "uma gentileza do ilustre chefe de polícia", o repórter chega a um "pequeno e antigo" relatório que guiará seus passos dali para a frente.

Em primeira pessoa, diga-se, e carregado de alfinetadas as mais diversas.

E por este viés, como em um flashback longo e minuciosamente descrito, passa a descrever o nascimento, apogeu e queda do integralismo, na verdade uma imitação tosca do nazismo/fascismo que poucos lembram de ter existido, mas que, por um bom tempo, preocupou um monte de gente por estes lados também.

Leiam o texto. É reportagem de revista de primeira qualidade. Vale a pena.

15 de setembro de 2011

Persistir sempre

Se tem uma palavra que um jornalista não deve acatar em primeira instância, essa palavra é NÃO. Ás vezes na busca pela história, pela informação e pelo desenrolar de uma pauta, muitas pedras são encontradas no caminho, muitas portas fechadas na nossa cara e muitos NÃOs são ditos sem dó (não é mesmo Deka?).

No entanto, não podemos nos abalar com esses percalços e é preciso muita persistência para superar essas decepções e continuar buscando nosso ideal. Estou fazendo essa reflexão porque na quarta-feira desta semana tinha uma entrevista marcada, marcada desde a semana passada, com uma das fontes mais importantes da minha reportagem.

Fui até o encontro no lugar e hora marcada para ouvir minha fonte dizer que estava muito ocupada naquele momento e que não poderia me atender. Resultado, pela mesma porta que entrei, minutos depois tive que sair sem nenhuma informação a mais do que aquelas que já havia descobertro sozinha.

No entanto, é preciso ressaltar que para continuar nessa busca, me agarrei com força na promessa que a fonte me fez: remanejar sua agenda, marcar um novo encontro, e me ligar comunicando. Espero que essa atitude ocorra logo, e se assim não for, serei insistente (e até inconveniente se preciso) mesmo e ligarei cobrando o cumprimento dessa promessa.

Mas, como esta não era a única fonte, sigo tentando encontrar as demais.

Persistir sempre.

13 de setembro de 2011

Vamos ouvir?

Pessoal, contar uma boa história vai depender do quanto estamos dispostos a ouvir nossas fontes.

Temos que ouvir muito mesmo, deixar elas falarem a vontade...

E neste ouvir, sugiro gravar as falas dos entrevistados. Assim, podemos disponibilizar aqui trechos dessas entrevistas, para que o leitor também possa "ouvir" um pouco das histórias que vamos trazer logo a diante.

Por hora, eis uma gravação que fiz com meu entrevistado.

Mas como ainda não dá para falar abertamente das matérias, o jeito é traduzir...

12 de setembro de 2011

O olhar da fotografia

Oi gente, tudo bem?! Todos em busca da pauta perfeita?

Pois bem, além de falarmos de reportagem, é preciso pensarmos na foto que irá, ao meu ver, tornar o texto atrativo só na passagem de olhos do leitor.
Sim, a foto convida à leitura!Ela tem este poder. Isso não acontece com vocês?
Pensa bem: você pega uma revista novinha, louco para devorar as matérias, mas não sabe por qual começar, então começa folheando mesmo...onde vai parar primeiro? Certamente vai se prender às imagens.

Então é nesta perspectiva que quero lançar o desafio pra vocês, isso, é claro, se vocês toparem!

Bom o dasafio é o seguinte: fazer fotos que traduzam o sentimento da reportagem. Já que procuramos cases que sejam exceção, tragam fotos diferentes, ângulos inusitados. Traduzir em imagens o que está colocado em palavras, got it?!
Está complicado me entender? Então vamos aos exemplos!






Bom, mais ou menos por aí!

Vamos falando, ok?

See ya guys!
Deka

Correspondente Exceção

A partir de agora o Blog da Exceção conta com um programete em áudio. Trata-se do Correspondente Exceção, inspirado nos áureos tempos dos Correspondentes Renner e Esso. O intuito é trazer informações sobre a disciplina e o processo das reportagens.

Nesta primeira edição, a opinião de alguns colegas do curso sobre a revista Exceção.

8 de setembro de 2011

Você já vivenciou ou fez algo por engano que acabou dando certo?


Definir uma pauta não é algo simples, e eu sei bem do que estou falando. No primeiro dia de aula já havia definido um tema, sugeri na reunião e foi aceito. Porém, como nunca estamos satisfeitos com o que é simples, tentei aprofundar mais o assunto e encontrar outros cases para que o assunto seja, digamos assim, uma exceção de fato. Mas ao contrário do que confirma o velho ditado" quem procura, acha!" e vocês até já devem ter visto nas redes sociais por aí, a minha procura por cases diferenciados, infelizmente, não resultou num retorno positivo!

A minha procura é por alguém que já tenha feito ou vivenciado algo que partiu de um engano e que no final deu certo. Eu disse que não era algo simples, aliás, quando comento isso com as pessoas com o intuito de descobrir esse "alguém", escuto algo do tipo: " Bah, não devo ter feito nada por engano que deu certo, ao menos algo que tenha tido importância pra mim", e se não teve importância, não serve para essa pauta que fará parte de um grande time que já foram "escaladas", pois estamos produzindo uma Exceção de grande estilo e o fundamental, de conteúdo!
Ah, se você já viveu algo por engano que acabou dando certo, ou sabe de alguém que tenha tido essa vivência, conta pra nós!?
Enquanto isso, sigo nessa procura e qualquer novidade, volto para contar!
Marluci Drum

7 de setembro de 2011

Tempo da reportagem na imprensa brasileira

O professor José Salvador Faro, da Umesp e PUC-SP, disponibilizou o conteúdo do livro Revista Realidade, 1966-1968: tempo da reportagem na imprensa brasileira, que está esgotado, em PDF.


Para acessar, basta acessar o site História, Cultura, Comunicação e baixar o arquivo. Na coluna à direita, sobre a capa.

Outra opção é pelo caminho abaixo.

Viagem no tempo pela revista Manchete

Não é preciso ficar muito tempo em meio as edições da revista Manchete para viajar no tempo. Na visita ao Cedoc, na segunda-feira, foi possível perceber porque a publicação era referência em jornalismo de revista na sua época.

Me chamou atenção, em especial, o uso das fotos grandes e planejadas para chamar a atenção do leitor, tanto na capa quanto nas reportagens. Outro ponto que vale ressaltar são as capas, que em sua maioria, trazem belas mulheres, muitas que foram referência na época.

Apesar de considerar que a revista tinha um apelo mais feminino, me chamou a atenção a publicação de reportagens com conteúdo político e econômico, tratando também de assuntos, por exemplo, que diziam respeito ao governo de Getúlio Vargas e as mazelas do Rio de Janeiro da época.

Mesmo com a utilização de uma diagramação imponente em reportagens especiais, considero que em muitos pontos, o design da revista lembra a de um jornal. Abaixo, trago um vídeo breve feito no momento da visita ao Cedoc.

Vídeos chamam atenção para cuidados com a língua

Os colegas da disciplina de Produção em Mídia Impressa deste semestre, responsáveis, entre outros, pelo Unicom, postaram dois vídeos importantíssimos para nós.

Ambos se referem a alguns cuidados que os alunos de jornalismo têm de ter com o uso da língua quando da elaboração de produtos laboratoriais, caso de nossa Exceção.

Peço que todos assistam com atenção.

Conversamos sobre o assunto na próxima aula.


5 de setembro de 2011

Dando os primeiros passos

Na última sexta-feira, tive uma reunião com o nosso editor-chefe, o professor Demétrio Soster, para discutirmos a minha pauta e definirmos as diretrizes do meu trabalho. Conversamos também sobre minha função de sub-editora da revista.

A reunião foi bastante proveitosa, principalmente, porque recebi conselhos importantes sobre o olhar que preciso ter em relação ao assunto que tratarei na minha reportagem. Foi preciosa também, porque definimos quem seriam as minhas fontes, como as abordaria, que locais deveria visitar para não só me entrosar com a pauta e ter uma proximidade com os fatos ocorridos, mas também fotografar esses locais, para mais tarde, ter uma visão ampla e panorâmica de toda situação. Ou melhor, do caso.

Hoje dei meu primeiro passo e liguei para uma das fontes. Talvez a principal delas!
No entanto, não consegui fazer de fato o contato com ela, pois não estava no seu local habitual de trabalho. Meio frustrante, mas nada que me faça diminuir o tesão de continuar levantando as informações necessárias.

Ainda na última sexta-feria, conversei com os meus colegas de trabalho na Unisc Tv, colegas que, já trabalharam como cinegrafistas de emissora de Tv, e conhecem bem a cidade e os acontecimentos que se sucederam na mesma, para ver se eles tinham alguma informação sobre a minha pauta. Para minha grata surpresa, um de meus colegas inclusive já fez imagens e cobriu o acontecimento cerne da minha pauta. E ainda, de quebra, me revelou uma informação muito relevante sobre o assunto da minha reportagem.

Não posso revelar qual é essa minha pauta, mas posso adiantar que pela primeira vez estou tendo a chance de exercitar o jornalismo investigativo de fato.



Agora, é preciso continuar caminhando em busca das informações.

3 de setembro de 2011

Os saltadores de trem

De tanto ouvir o professor Demétrio comentar nas aulas sobre a matéria dos saltadores de trem em Rio Pardo, fiquei curiosa para saber mais sobre como foi a produção da reportagem que foi um dos destaques da Exceção número 2, de 2007. Pra isso, conversei com o autor da pauta e também meu colega de trabalho, Gelson Pereira, que hoje atua na editoria de Esportes do jornal Gazeta do Sul.

A matéria, que era de abertura da revista, ocupou nada menos do que cinco páginas da publicação e contou a história de quem precisava saltar do trem de Rio Pardo, já que o veículo não parava. “Eu vi que o trem não iria parar e não pensei duas vezes”, diz uma das fontes ouvidas pelo Gelson.

Para nos inspirar e relembrar o trabalho do Gelson dêem uma olhadinha no vídeo abaixo que conta como o nosso colega chegou a essa grande história, bem ao estilo na nossa Exceção.

1 de setembro de 2011

História da Revista Manchete

A Manchete começou a circular em abril de 1952, um ano depois de Adolpho Bloch ter apresentado o projeto de criação de uma revista a Henrique Pongetti e Raimundo Magalhães Júnior, amigos intelectuais, e a Pedro Bloch, primo e médico foniatra. Imigrante russo naturalizado brasileiro que aqui chegou com a família em 1922, Adolpho Bloch apostava que havia lugar no mercado para mais uma revista de circulação nacional, ou seja, que poderia concorrer com O Cruzeiro.

Com base na experiência adquirida nas tipografias da família — na antiga URSS, em Jitomir e Kiev, e no Rio de Janeiro — alicerçava-se nas possibilidades de introduzir inovações editoriais na publicação e aprimoramentos técnicos no equipamento gráfico para vencer o desafio de concorrer com O Cruzeiro. O investimento inicial foi pequeno e o custo de produção era baixo: as máquinas da tipografia da família, ficando ociosas três dias na semana, podiam imprimir edições semanais da Manchete de 200 mil exemplares. Ainda assim, a revista custava o mesmo preço da principal concorrente.

A lucratividade da empresa era surpreendente. Em poucos anos, a Manchete ocupava um prédio próprio na Rua Frei Caneca, no bairro da Lapa, que fica próximo do centro e onde estavam instalados vários jornais e a revista O Cruzeiro. Foram adquiridas máquinas para imprimir 800 mil exemplares semanais e um terreno no subúrbio de Parada de Lucas, onde se construiu o parque gráfico. Inversamente à estratégia de O Cruzeiro de alardear tiragens inacreditáveis, a Manchete não revelava essa informação. A estimativa só pôde ser feita com base no relato de Adolpho Bloch sobre a capacidade das rotativas.

O investimento em equipamentos e instalações foi simultâneo à reformulação da política editorial de 1956. A mudança abrangeu todos os setores da publicação, transformando a paginação e atualizando o texto, com o objetivo de fornecer ao leitor elementos necessários à compreensão dos acontecimentos. A equipe de redação foi reforçada. Do quadro de jornalistas, redatores e colaboradores — selecionados entre pessoas de destaque no meio intelectual — fizeram parte Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Joel Silveira, Orígenes Lessa, Raimundo Magalhães Júnior, Guilherme Figueiredo, Otto Maria Carpeaux, Manuel Bandeira, Fernando Sabino, Antônio Maria, Nelson Rodrigues, Marques Rebello etc.

O primeiro número da Manchete estampava na capa uma bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e alardeava como exclusividades "Uma grande reportagem de Jean Manzon" e "A verdadeira vida amorosa de Ingrid Bergman". O fundo escuro, contrastando com o dourado de uma carruagem que servia de cenário e com as chamadas emolduradas em vermelho, desagradou ao próprio Bloch. A revista era pouco atraente: papel de qualidade inferior, diagramação ruim, e a matéria de capa era a única colorida.

Por volta de 1956, com a aquisição de novas impressoras, o padrão gráfico ganhou qualidade. Nahum Sirotsky, que sucedeu a Henrique Pongetti no cargo de editor geral, foi o responsável pelas mudanças. O apogeu da Manchete coincidiu com o declínio de O Cruzeiro e com a transferência de dezessete jornalistas deste periódico para a Manchete, em 1958, por divergirem da postura ética do proprietário.

Abaixo confira algumas capas da revista Manchete.




Ficou curioso(a) para saber mais? Então acesse a fonte desse conteúdo lá você encontrará mais informações interessantes sobre a Revista Manchete.