12 de setembro de 2010

Quando o prêmio não é dinheiro

Dezenove. Vinte e quatro. Setenta e três. Quarenta e cinco. Dezenas e mais dezenas que não saem da minha cabeça. Hoje, neste domingo de chuva, passei grande parte da tarde em lugar em Santa Cruz do Sul chamado Ponto da Amizade. Confesso que adiei minha ida até lá com receio do que podia encontrar e de como fazer entender meu propósito. Mas, enfim, tomei coragem e parti para o local.

Trata-se de uma casa em que as pessoas (quase todas mulheres) jogam Loto. Aquele jogo em que cada uma compra a quantia de cartelas que desejar e vai marcando os números sorteados. Quase um bingo. Mas com algumas modificações. O prêmio ao final de uma linha preenchida é um detergente, um quilo de arroz, uma barra de chocolate, um refrigerante de dois litros e até meia dúzia de latas de Skol.

A maior dificuldade foi explicar que eu não estava lá para fazer investigação de bingos clandestinos. Argumentei o propósito da Exceção e consegui convencer os donos de passar um tempo por lá fazendo perguntas e observando.

O local é rico em histórias, regras e coisas inusitadas. Não posso contar o foco da minha pauta para não estragar a surpresa. Confira o vídeo abaixo que mostra um pouco do que se passa no Ponto da Amizade.


2 comentários:

Marília Nascimento disse...

Curioso, nem tanto por elas estarem lá jogando. Mas pelos prêmios que ganham. Deve ser divertido passar as tardes lá, ou ter outra explicação. Afinal, os prêmios não são nada extraordinários. hehehe

Fabrício Goulart disse...

Mesmo não contando o foco, a ideia de mulheres reunidas ganhando detergente em um jogo de loto já é inusitada, hehe.