11 de março de 2009

O segredo

Quando descobri que o filme "O Quatrilho" nada mais é do que a história (mais ficcional possível) de meus familiares, confesso que fiquei um pouco chocada. Percebi que ainda existem segredos que permanecem "sepultados" nos frios registros de fotografias machucadas pelo tempo. Na busca da matéria para a revista, já tomada de contatos com genealogistas e também com outras fontes, me dei conta que o gancho ideal para tornar o trabalho uma exceção é justamente o SEGREDO, que mesmo vivo pelas comprovações documentais, ainda é tabu entre as gerações passadas. Já pesquiso isso há algum tempo e pasmem: Meu tataravô usava brinco e andava armado 24 horas. Meu Deus, que surpresa! Já me sinto num "ninho" de possíveis cangaceiros da imigração. Aliás, nem origem italiana temos, na verdade somos da Áustria. Esse tal Gervázio Dal Ri, o cara "fashion" já citado, foi até enterrado fora do cemitério por não levar desaforo para casa. Ele é o possível primo de Giuseppe Dal Ri, o fujão de "O Quatrilho", que foi se "amoitar" nas margens do Rio Jacuí com a mulher usurpada do amigo lá em Linha Tapera - Gramado. Depois de muita luta, consegui descobrir que a família queria ajudá-los, mas eram "muito relaxados", a tal ponto que ela queria "tudo nas mãos". Por isso, foram abandonados...e a história também. Afinal, na época, não era muito interessante ter uma "putana" entre os membros da casa. Estou tocando na ferida, mas acredito que apoio não me faltará. Muito além de uma reportagem, esse segredo é a descoberta de meus laços genealógicos. "O maior drama das atuais gerações é pensar que a história começa por elas"...


Abraço a todos

Emanuelle Dal Ri

2 comentários:

André Carlos disse...

kkk, ótimo tópico!!!!

gostei

André Carlos Dal Ri

Anônimo disse...

Que lindo Manu! Parabéns pelo seu trabalho! Nina.