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28 de outubro de 2011

Contar histórias

Em jornalismo a gente gosta de contar histórias. E quando contamos histórias, envolvemos pessoas.
Durante esta semana, a filha de um dos personagens que terá a história contada na Exceção viu a primeira versão do que será publicado. Vendo os olhos dela marejados, percebi quanto essas histórias que tanto gostamos de contar podem emocionar as pessoas envolvidas, e mesmo outras que não tem relação alguma com a história.
Aguardem a próxima edição. Em breve vocês poderão conhecer belas histórias.

26 de outubro de 2011

Acelerando os motores

Como vocês sabem, estamos no processo de finalização das reportagens da nossa revista. A última aula, na segunda-feira, foi o momento de conhecermos mais de perto as histórias de cada um, através de uma leitura dinâmica. E adianto: vem coisa (muito) boa por aí!

A primeira entrega dos textos já foi feita. Boa parte das fotografias já foram encaminhadas. Na parte opinativa, já temos uma resenha e uma crônica. Ou seja, estamos cada vez mais perto do nosso principal objetivo nesse semestre: ver a próxima Exeção pronta, impressa.

Não deixe de acompanhar nosso processo produtivo aqui pelo blog e também pelas redes sociais, no twitter e facebook!
Até mais.

10 de setembro de 2010

As histórias que a História não conta

Há quem diga que jornalismo não produz conhecimento. Que isso é privilégio das esferas tradicionais da ciência, como a Sociologia, a Filosofia e a História, e o que nos resta é repercutí-las. Mentira. Jornalistas produzem conhecimento sobre tudo, todos os dias. Mas não é um conhecimento igual ao dos livros. É um conhecimento que se apega a um aspecto em particular dos objetos sobre o qual diz respeito: a singularidade. Isso não sou eu quem digo, é Adelmo Genro Filho, Meditsch, entre outros.


A questão é: mesmo que o jornalista volte sua atenção para o mesmo ponto que o cientista, o que sobrará de conhecimento depois é bem diferente.

Um exemplo. Se um historiador resolvesse traçar a história de Santa Cruz do Sul, com o que ele se preocuparia? A vinda dos imigrantes, a povoação, a emancipação, o crescimento econômico, as transformações urbanas, a construção da Catedral...Enfim, generalidades. E estaria produzindo conhecimento, sem dúvida, e aliás, um conhecimento preciosíssimo.

Um jornalista também pode produzir conhecimento sobre a história da cidade. Mas pode ser diferente - e possivelmente será, ao menos se for um bom jornalista. Ao invés de contar a história da construção da Catedral, vai contar sobre o Seu Fulano, que botou a primeira pedra no local onde se ergueria a construção. Ou sobre o velhinho que sentava todas as tardes na praça para assistir as obras. Enfim, particularidades. E isso é conhecimento.

Falei, falei, só para tentar expressar o quão apaixonado estou pela minha pauta - sobre a qual nem quero falar muito por medo (bobo, eu sei) dos urubus de bloquinho e caneta. Trata-se de uma história que descobri por acaso, e que desvenda uma faceta da trajetória da cidade, que os livros não contam. E que, de alguma forma, ainda vive. Na lembrança dos poucos que restaram daquele tempo (e faz tempo!), ou em alguns vestígios de passado escondidos entre as modernidades. Por exemplo, um letreiro. Ou uma casa antiga transformada em comitê de campanha política.

Já conversei com várias pessoas interessantes, que nem ideia faziam do tesouro que tinham em mãos. Aos poucos, darei mais pistas dessa história. Que, aliás, é tão boa que merecia um H maiúsculo.

OBS. A primeira pista está na imagem.