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25 de novembro de 2015

#meuamigosecreto

Nesta quarta-feira, Dia de Combate à Violência contra a Mulher, uma campanha nas redes sociais está chamando a atenção para o machismo velado. Com a hashtag #meuamigosecreto, as internautas são convidadas a etiquetar postagens que revelem atitudes preconceituosas, mas consideradas normais. A ideia é mostrar como a ideologia violenta se disfarça no dia a dia.
Os exemplos que encontrei abordam, em sua maioria, situações envolvendo o corpo feminino. São palavras e atitudes que expressam a concepção da mulher como um pedaço de carne a ser dominado e consumido. Às vezes, são justificadas como sendo "ah, coisa de homem" ou natural "afinal, se ela sai assim de casa, deve estar querendo...".
Este ano de 2015 tem sido de muitas reflexões. Tem sido incômodo. Os "amigos" estão sendo revelados e a brincadeira está perdendo a graça. Se um homem não merece ter suas inseguranças exploradas e seus desejos reprimidos, não merece ser julgado pela sua aparência, nem ter que cuidar com decotes e comprimentos, sob o risco de ser violentado, por que uma mulher não está livre para andar como quiser?



13 de novembro de 2015

Sobreviventes



Entre as novidades desta sexta-feira, está o lançamento do clipe do cover da música 'Survivor', da antiga banda 'Destiny's Child'. Na interpretação de Clarice Falcão, a canção ganha aparência de hino ao empoderamento feminino. No vídeo, estão mulheres sem maquiagem, gordas, magras, escuras, claras... Sem a parte de cima da roupa e com um batom vermelho, arriscam poses e pinturas.
A tradução da música apresenta a ideia de uma mulher que termina um relacionamento abusivo e "sobrevive". A produção, que está emocionando nas redes sociais, é quase um manifesto contra os padrões machistas e as expectativas sociais que tendem a enxergar a mulher como um ser frágil, dependente sentimental e financeiramente do homem.
Gostei da ideia e tem tudo a ver com a reportagem que estou produzindo para a próxima Exceção. Acho até graça de pensar na coincidência (?) do dia escolhido para o lançamento: sexta-feira, 13. Seria uma sutil homenagem àquelas que foram perseguidas e mortas, acusadas de serem bruxas, feiticeiras? Seria um elogio àquelas que hoje ousam romper com os rótulos?

2 de julho de 2012

Histórico da mulher no Exército Brasileiro


1823
» Ocorre a primeira participação de uma mulher em combate pelo Exército brasileiro. Passando-se por homem, Maria Quitéria de Jesus luta pela manutenção da independência do Brasil, quando a Bahia se rebela contra o domínio português.

1943
» As mulheres oficialmente ingressaram no Exército durante a Segunda Guerra Mundial. São enviadas ao conflito na Europa 73 enfermeiras, 67 delas hospitalares e seis especialistas em transporte aéreo. Todas voluntárias, servem em quatro diferentes hospitais do exército norte-americano. Após a guerra, como o restante da Força Expedicionária Brasileira (FEB), elas são condecoradas, ganham a patente de oficial e licenciadas do serviço ativo militar.

1992
» A Escola de Administração do Exército, em Salvador (BA), matricula a primeira turma de 49 mulheres, mediante concurso público.

1996
» Maria Quitéria de Jesus, a Paladina da Independência, é reconhecida, na fileiras do Exército, como Patrono do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro. O Exército institui o Serviço Militar Feminino Voluntário para médicas, dentistas, farmacêuticas, veterinárias e enfermeiras de nível superior, incorporando a primeira turma de 290 mulheres voluntárias para prestarem o serviço militar na área de saúde.

1997
» O Instituto Militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro (RJ), matricula a primeira turma de 10 mulheres alunas, a serem incluídas no Quadro de Engenheiros Militares. A Escola de Saúde do Exército (EsSEx), também no Rio, matricula e forma, no mesmo ano, a primeira turma de oficialas médicas, dentistas, farmacêuticas, veterinárias e enfermeiras de nível superior.

1998
» O Exército instituiu o estágio de serviço técnico, para profissionais de nível superior que não sejam da área de saúde. A instituição incorpora a primeira turma de 519 mulheres advogadas, administradoras de empresas, contadoras, professoras, analistas de sistemas, engenheiras, arquitetas, jornalistas, entre outras áreas de ciências humanas e exatas.

2011
» A Escola de Saúde do Exército permite a inscrição de mulheres para participar do concurso público para o preenchimento de vagas no Curso de Sargento de Saúde, que passa a funcionar em 2002.