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2 de julho de 2012

Elas querem a patente mais alta

Vasculhando por aí encontrei uma matéria bem interessante sobre as mulheres no Exército atualmente. Olhem que bacana:


Mulheres que querem a patente mais alta


EDSON LUIZ
RENATO ALVES
Ana Maria, Regina Lúcia e Carla têm uma coisa em comum: elas fazem parte de um seleto grupo de sete mulheres que, nos próximos cinco anos, podem se tornar as primeiras oficialas-generais da história do Exército brasileiro. Hoje elas estão se formando na escola de comando, o que as torna aptas a dirigir uma unidade da corporação e depois chegar ao topo da carreira militar. Com exceção de Regina, que é filha de general, as outras majores são casadas com militares, mas entraram na carreira por vocação.

Para chegar à graduação de general de brigada, primeiro posto do quadro de oficiais-generais, as majores ainda terão de passar por algumas etapas, como atingir as patentes de tenente-coronel e coronel, o que pode levar pouco mais de cinco anos. Hoje elas estão na Escola de Comando do Estado Maior do Exército (Eceme), de onde sairão prontas para assumir outras funções. "Ser general não é porque você quer.

Há uma série de contingência", diz a major Regina Lúcia Schindel, cardiologista, filha do general Antônio Jorge da Cruz Schindel. "A nossa carreira depende muito mais da intelectualidade do que da força física", diz a oficiala.

Apesar de ser casada com um tenente-coronel da reserva, Ana Maria Jorge Teixeira não é de família com tradição militar. Engenheira de fortificação do Instituto Militar de Engenharia (IME), a major está há 15 anos no Exército e decidiu unir seus conhecimentos à vontade de ajudar comunidades carentes em áreas remotas do país. "Vi a oportunidade de juntar coisas que eu gostava muito", diz Ana Maria, observando que na sua profissão é preciso ser organizada para chegar a outros postos. Hoje ela participa de pesquisas para emprego em fins militares e civis, como pontes móveis, como as que foram usadas para socorrer moradores durante as enchentes na região serrana do Rio de Janeiro.

Das três oficialas, a major Carla Maria Clausi é a mais falante. Formada em medicina pela Universidade Federal do Paraná, ela já foi secretária de Saúde em Guajará-Mirim (RO), onde o marido coronel servia há 20 anos. Seu sonho é dissiminar o que aprendeu como médica da rede pública tanto no Exército quanto na área civil. "Penso que podemos melhorar e muito o nosso atendimento se reunirmos o que há de melhor na medicina praticada aqui dentro e lá fora", observa a major Carla, que fez cursos de graduação durante dois anos na Bélgica e foi a primeira colocada na Eceme.

Filhos
Por opção, nenhuma das três majores têm filho. "É um sacrifício por opção", diz Carla, que, ao contrário de Ana, não tem planos para ser mãe. Acho que dá para conciliar as duas coisas, mas tem que planejar", explica Ana, ao avaliar a possibilidade de ter filhos no futuro. Por enquanto, elas querem se dedicar à carreira militar e chegar a seu topo, posto que elas vão disputar com militares homens, um fato que não as inibem. "Você é valorizado por aquilo que produz, pelo seu conhecimento. As promoções são iguais", ressalta Carla.

Hoje, sete mulheres — três médicas e quatro engenheiras — estão aptas a chegar a general de divisão, posto máximo permitido para a ascenção do quadro feminino. Segundo o Comando do Exército, são 6,3 mil militares mulheres em suas fileiras do Exército, sendo que 1,4 mil são de carreira e 4,9 mil temporárias. Não há restrições para o ingresso delas na Força — com exceção para a área combatente. O quadro feminino também desempenha os cargos previstos nas mesmas condições do sexo masculino e concorrem às promoções em condições de igualdade com os homens.
 

Histórico da mulher no Exército Brasileiro


1823
» Ocorre a primeira participação de uma mulher em combate pelo Exército brasileiro. Passando-se por homem, Maria Quitéria de Jesus luta pela manutenção da independência do Brasil, quando a Bahia se rebela contra o domínio português.

1943
» As mulheres oficialmente ingressaram no Exército durante a Segunda Guerra Mundial. São enviadas ao conflito na Europa 73 enfermeiras, 67 delas hospitalares e seis especialistas em transporte aéreo. Todas voluntárias, servem em quatro diferentes hospitais do exército norte-americano. Após a guerra, como o restante da Força Expedicionária Brasileira (FEB), elas são condecoradas, ganham a patente de oficial e licenciadas do serviço ativo militar.

1992
» A Escola de Administração do Exército, em Salvador (BA), matricula a primeira turma de 49 mulheres, mediante concurso público.

1996
» Maria Quitéria de Jesus, a Paladina da Independência, é reconhecida, na fileiras do Exército, como Patrono do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro. O Exército institui o Serviço Militar Feminino Voluntário para médicas, dentistas, farmacêuticas, veterinárias e enfermeiras de nível superior, incorporando a primeira turma de 290 mulheres voluntárias para prestarem o serviço militar na área de saúde.

1997
» O Instituto Militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro (RJ), matricula a primeira turma de 10 mulheres alunas, a serem incluídas no Quadro de Engenheiros Militares. A Escola de Saúde do Exército (EsSEx), também no Rio, matricula e forma, no mesmo ano, a primeira turma de oficialas médicas, dentistas, farmacêuticas, veterinárias e enfermeiras de nível superior.

1998
» O Exército instituiu o estágio de serviço técnico, para profissionais de nível superior que não sejam da área de saúde. A instituição incorpora a primeira turma de 519 mulheres advogadas, administradoras de empresas, contadoras, professoras, analistas de sistemas, engenheiras, arquitetas, jornalistas, entre outras áreas de ciências humanas e exatas.

2011
» A Escola de Saúde do Exército permite a inscrição de mulheres para participar do concurso público para o preenchimento de vagas no Curso de Sargento de Saúde, que passa a funcionar em 2002.


28 de junho de 2012

Um semestre diferente

Essa Exceção com certeza foi um dos produtos que mais me envolveram durante sua execução no curso.

A matéria no 7º BIB foi uma experiência pra vida toda. Algo que eu vou lembrar com saudade ao rever as fotos, e também com risos lembrando dos fiascos da Viviane.

Mas, o que mais diferenciou, foi eu, repórter e produtora, na correria para o fechamento da nossa revista ter feito até uma ponta na diagramação. Claro, não foi uma grande participação, apenas fazendo pequenos ajustes que a Viviane pedia. Mas isso fez com que eu sentisse essa revista como algo ainda mais meu.

O resultado, não tenho dúvidas vai ficar lindo! Mal posso esperar para ver a nossa Exceção prontinha!

27 de junho de 2012

Exército reduz custos e tempo da obra do aeroporto de Guarulhos

Para você que ainda pensa que exército é sinônimo de guerra e desordem, saiba que tem muitas atividades que deviam ser (bem) executadas pelo governo, acabam sendo executadas através dos militares. Projetos sociais, missões subsidiarias e até obras, como construção de rodovias, pontes, etc.
Exemplo disso é o comando das obras no aeroporto de Guarulhos (um dos principais do País). Além dos prazos cumpridos com muita antecedência (cerca de um ano se continuar neste ritmo), a economia será de 30%. A obra inicial orçada em 417 milhões, passa a 290 milhões.



E agora, você ainda acha que o Exército é desnecessário?

26 de junho de 2012

Edição histórica da revista Época















Uma ideia muito bacana e diferente foi posta em prática nesta edição da revista Época. Na mesma edição de aniversário da revista seria comemorado os 60 anos da Editora Globo.
São duas revistas em uma, duas capas. A de 2012 e no verso da revista, a capa de 1952. Um projeto gráfico simulando o design dos anos 50 como se a ÉPOCA existisse naquele ano.
Para isso fizeram uma grande busca de quais os temas eram relevantes no país naquele ano, e nos modelos de diagramação das revistas daquele tempo.

Nesse pequeno vídeo dá para ter uma ideia de como ficou o resultado




E olha que legal, até alguns anúncios foram temáticos.

25 de junho de 2012

Hierarquia Militar


Sempre me confundi quando o assunto era a hierarquia militar. Pensava "o capitão vem antes ou depois do sargento?" e outras dúvidas.  Pois bem, com esse esquema abaixo fica bem fácil de entender.

Oficiais Generais
 
Marechal
General de Exército
 
 
General de Divisão
General de Brigada
 
 




Oficiais Superiores
 
 
 
 
 
Coronel
Tenente-Coronel
 
 
 
 
 
 
Major
 
 
 




Oficiais Intermediarios
 
 
 
 
 
 
Capitão
 
 
 





 Oficiais Subalternos
 
 
 
 
 
1º Tenente
2º Tenente
 
 
 
 


 

 Graduados
 
 
 
 
 
Subtenente
1º Sargento
 
 
 
 
 
2º Sargento
3º Sargento
 
 
 
 
 
Taifeiro-Mor
Cabo
   
 
 
Taifeiro de 1a Classe
Taifeiro de 2a Classe
  
  
 
 Soldado




24 de junho de 2012

Mulheres no exército

Embora não tenham a obrigação do serviço militar, as mulheres também podem fazer parte dessa instituição.   A mulher que deseja seguir carreira no Exército Brasileiro poderá prestar concurso de âmbito nacional para as seguintes escolas militares:


-Escola de Formação Complementar do Exército - EsFCEx
-Escola de Saúde do Exército – EsSEx
-Instituto Militar de Engenharia - IME

Na primeira, a Escola de Formação Complementar do Exército, são aceitas mulheres com as seguintes  formações: Administração, Ciências Contábeis, Direito, Magistério, Informática, Economia, Psicologia, Estatística,Pedagogia, Veterinária, Enfermagem, Comunicação Social, Odontologia e Farmácia.

Viram meninas? O Exército Brasileiro também é uma opção para as comunicadoras.



21 de junho de 2012

Dica de livro - O Espírito Militar


Esse livro é fruto da primeira pesquisa antropológica realizada numa instituição militar brasileira. A partir da visão de mundo e do cotidiano dos cadetes da AMAN, a Academia Militar das Agulhas Negras, o autor discute temas como os processos de socialização, conflito e construção da identidade militar. Pois é lá que os meninos que almejam seguir a carreira militar começam sua jornada.

Nesse livro que foi sua dissertação de mestrado, Celso Castro entrevista oficiais e alunos que contam sobre o difícil período de adaptação, os trotes dos veteranos e inclusive participa de uma das atividades de campo com os cadetes.

É um livro muito interessante, com uma linguagem clara e gostosa de ler. Pra quem possui curiosidades sobre a vida militar é uma ótima aposta.

14 de maio de 2012

Aniversário do 7º BIB


Disciplina e perfeita sincronia tomam o pátio do quartel de Santa Cruz do Sul, a cada formatura. Eu e a colega Carolina Junqueira estivemos por lá para presenciar mais uma formatura. Desta vez, em comemoração ao aniversário do batalhão. Confira:


O 7º Batalhão de Infantaria Blindado (7º BIB) de Santa Cruz do Sul comemorou seus 170 anos nesta segunda, 14. A solenidade aconteceu nas dependências do quartel, com mais uma formatura (evento simbólico realizado com certa frequência pelo exército para representar determinada data e evolução).

Na ocasião, foi entregue diplomas Mérito Gomes Carneiro a pessoas que prestaram serviços relevantes à unidade. Além disso, ex-integrantes do 7º BIB e do 8º BIMtz (8º Batalhão de Infantaria Motorizado) desfilaram em homenagem a data. Estiverem presentes militares e civis de Santa Cruz e região.

O 7º BIB é comandado pelo tenente-coronel Álvaro Duarte de Oliveira Júnior, que assumiu a função no fim de 2011, possui aproximadamente 800 integrantes e presta serviços diversos à comunidade. O 7º Batalhão recebe recrutas de Santa Cruz, Sinimbu, Venâncio Aires, Vale do Sol, Vera Cruz e Herveiras.
Integrantes do 7º BIB 
ex-integrantes do 7º BIB e do 8º BIMtz (8º Batalhão de Infantaria Motorizado)




História
Confira o resumo histórico no site do 7º BIB 

19 de abril de 2012

Dia do Exército brasileiro

Pois é meus caros, hoje, 19 de abril não é apenas o dia do índio como se costuma pensar. É também o Dia do Exército, comemorado nessa data por causa da 1ª Batalha dos Guararapes, momento em que luso-brasileiros, brasileiros e índios se uniram para combater as tropas holandesas em 19 de abril de 1648 e que marcou o início do sentimento de nacionalismo brasileiro. Por isso, esta batalha é considerada simbolicamente a origem do Exército brasileiro.

Em função disso, o dia foi marcado por solenidades militares. Eu e Viviane Moura acompanhamos a formatura que ocorreu hoje pela manhã no no 7º Batalhão de Infantaria Blindada de Santa Cruz do Sul. Durante o evento   foram entregues medalhas para os colaboradores do regimento Gomes Carneiro. Além disso, a cerimônia contou também com o juramento à bandeira das aspirantes a oficial médica e dentista.



9 de abril de 2012

É HOJE

Nesse clima


A ideia da pauta teve suas origens a mais de uma década atrás e hoje, definitivamente, Carolina Junqueira Lopes e eu vamos atrás das informações e, se tudo der certo, vamos mostrar uma realidade brasileira muito pouco explorada.
Estou terminando de arrumar minha mochila e a Carol já está providenciado o material: câmeras de vídeo, gravador, câmera fotográfica. Estamos curiosas e sedentas por conhecimento para uma rotina muito diferente das nossas.
Vamos deixar vocês bem informados sobre os bastidores dessa nossa aventura que começa hoje.


Serão dois dias em campo, sem celular, sem internet e realizando as primeiras provas. Não sei ao certo o que teremos que fazer, mas a surpresa ao mesmo tempo que me ânsia, me assusta e me deixa vibrante.


Não consigo decidir nem o que levar na mochila, afinal acho que dormiremos em barracas (acho) e que tipo de atividade física faremos? Terão muitos animais? Cobras? Aranhas?
Por via das dúvidas: chocolate, roupas de educação física, regatas, casacos, mais chocolate (eu tenho muita fome) dois tênis, um livro e uma arma (brincadeira esse último).
E que comece a aventura...

1 de abril de 2012

Homenagem da Piauí a Millôr

Acredito que seja do conhecimento de todos que neste último 27 de março faleceu Millôr Fernandes. Este que foi desenhista, humorista, dramaturgo e escritor, passou por importantes veículos de comunicação, entre eles O Cruzeiro, O Pasquim e Veja.
No site da Piauí encontrei um texto escrito por Mario Sérgio Conti sobre ele, e é isso que trago pra vocês.

Millôr, um nome a zelar
por Mario Sergio Conti

A história é velha e verdadeira. Aos 17 anos, Milton Fernandes viu a sua certidão de nascimento. A caligrafia do escrivão estava desenhada em excesso, era uma profusa confusão de arabescos. Apesar da opulência das linhas e traços, o documento tinha um sentido só, que apontava para um erro de origem: o prenome dele não era Milton, era Millôr. O rapaz gostou da novidade. Trocou o mero Milton pelo nome melhor. Millôr é dos poucos, pois, que rejeitaram a vontade dos pais. Livrou-se do nome imposto, se autonomeou (atenção, bancada vienense: o jovem em questão era órfão de pai e mãe), batizou a si mesmo. Assim virou Millôr, primeiro e único.
O que há num simples nome?, pergunta Julieta a Romeu, no balcão, e ela mesma responde, perguntando:

Aquilo que chamamos rosa, com outro nome não teria igual perfume?

Se Millôr tivesse continuado Milton, teria sido igualmente rosa, continuaria com o mesmo perfume? Há algo de impróprio em se reapropriar continuamente do próprio nome próprio? O cara tem um baita problema de identidade, né não? É um egocêntrico megalômano?

Nem tanto. É longa a tradição, nas artes plásticas, do auto-retrato. Pintar a si mesmo serve tanto de espelho como de disfarce. A série de auto-retratos de Rembrandt pertence à categoria do espelho. Ela registra a passagem do tempo e o artista que muda. O retratista retratado é primeiro guapo mancebo, aí amadurece, depois envelhece e por fim envilece, vira rosto vil. Já Caravaggio, que pintou a si mesmo na cabeça decapitada de Golias, usou o auto-retrato para perder a cabeça, se auto-amputar.

Millôr não se espelha nem se disfarça nem se amputa. Ele se propaga e se reitera. Seus auto-retratos não têm rosto. Eles escancaram um nome e escondem um homem. Ao contrário dos de Rembrandt, os seus auto-retratos não seguem uma seqüência. Não descrevem uma progressão. Vivem mais no espaço do que no tempo: se espalham em todas as direções, incorporando ao sujeito, ao ego, aquilo que está nos arredores do seu nome. À diferença do Caravaggio-Golias (que separa a cabeça do corpo, a mente do espírito, o retratado do retratista), Millôr mostra que cérebro, testa, tronco, membros, pensamento, traços, cores e coração podem formar um todo, desmembrado, que aponta para o infinito. Aqueles nomes todos são ele, Millôr. O que há neles de agudo, de colorido, de curvo e gracioso, tudo que há neles é Millôr.

Convém olhar esses nomes com vagar. Salvo engano, não há nada semelhante na história da arte. O artista se auto-impõe um espaço exíguo, uma forma fixa, os limites estritos de sua identidade nominal. E, dentro da prisão de si mesmo, expõe a liberdade individual. A liberdade tem graça porque transcende o indivíduo.

Outro dia, no seu estúdio, em Ipanema, ao escutar que seus nomes são geniais, Millôr sorriu. Disse que eles não são produto de genialidade, e sim da sua obsessão em se divertir. Ele começou a brincar com a palavra Millôr em 1938, na revista O Cruzeiro. Não parou mais. Perdeu a conta de quantos Millôres fez. Sua arte é a de brincar, de criar, de se recriar.

“Todo dia leio cuidadosamente os avisos fúnebres dos jornais: às vezes a gente tem surpresas agradabilíssimas.” (Millôr Fernandes)

...porém, não nessa vez.