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28 de agosto de 2011

O Cruzeiro - belas reportagens

Em uma discussão sobre as revistas existentes no Brasil na década de XX, me lembrei de um exemplar que tenho guardado aqui em casa, o qual consegui através de um trabalho realizado na disciplina de Introdução a Comunicação, em 2008/1.
O exemplar é antigo, já sem capa, porém o conteúdo é bastante rico. A data no rodapé da página não me deixa mentir: trata-se da revista O Cruzeiro, de 18 de maio de 1957.

Uma das matérias veículadas na edição, em especial, me chamou atenção. Com o título "O Rio está desabando", ela retrata a realidade das construções civis dá época na capital do país, que até então, era o Rio de Janeiro, como podemos identificar no início do texto: "Vinte prédios já desabaram nos últimos onze anos, no Distrito Federal. De quem é a culpa?"

O texto é de Moacyr de Lacerda, e as fotos de Jorge Audi e Geraldo Viola. A reportagem ocupa nada menos do que 6 páginas da revista, sendo duas delas cobertas por enormes fotografias. Esse é, aliás, um recurso muito utilizado (desde aquela época) nas revistas, o uso de muitas imagens. A reportagem termina com uma lista de endereços dos 20 prédios que já desabaram no Rio, e logo em seguida, a frase: "Até quando prosseguirá a criminosa lista?"

Segue uma fotografia da matéria, para ilustrar melhor a minha fala:



Para quem tem a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a história e o conteúdo da revista O Cruzeiro, fica aqui a dica. Vale a pena!

9 de setembro de 2010

Para conquistar a liberdade

Há pouco entrevistei o Padre Osvaldo Carballosa Gonzáles, para a reportagem que está em produção para a Exceção. A tarde está bem agradável em Esmeralda e nossa conversa aconteceu na Casa Canônica, ao lado da Igreja. Tive a oportunidade de ouvir relatos interessantes sobre sua vida em Cuba e depois, a experiência de viver em outros países até chegar ao Brasil.

Pelo que pude perceber, viver em um país regido por uma ditadura, onde a vontade do Estado é imposta, não é nada fácil. O elemento que vai de encontro ao regime e serve como resposta à opressão é a fé. Foi na devoção ao sagrado que Osvaldo se agarrou como forma de superar a perda da liberdade para almejá-la. Na República Dominicana, a fase de formação para a vida religiosa. No Brasil, a liberdade que nunca fez parte de sua vida agora é realidade. 

As diferenças entre Cuba e Brasil são grandes e por isso, Osvaldo precisou fazer uma readaptação para se integrar ao novo modo de vida. Tentei gravar imagens com ele, relatando sobre passagens curiosas, mas o padre não quis. Mais tarde, vou à missa e farei outra tentativa para registrá-lo em seu ofício perante os fiéis da comunidade.