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18 de maio de 2011

A técnica do anotar



Em meio às leituras para a monografia, a exemplo da colega Rochele, lembrei do professor Demétrio. “Vamos lá, crianças, anotem. Pelo menos, fingem que estão anotando!”... a insistência desse mestre tem explicação. Segundo Pierre Ganz, a anotação é uma técnica. “Os primeiros instrumentos do repórter são o lápis e o papel”, garante ele. No livro A Reportagem em Rádio e Televisão, Ganz dá algumas dicas de como tornar a anotação eficiente. E gostaria de compartilhá-las com a turma:


Da qualidade das anotações resulta a rapidez de preparação:

- é importante escrever apenas no rosto das folhas do bloco, deixando uma margem e datando imediatamente – até a hora – das anotações;

- anotar prioritariamente o que é novo e o que diz respeito ao público: palavras de referência, números, nomes próprios e funções corretamente ortografadas (que serão utilizadas, entre outras, para as legendas na imagem), anedotas, pormenores significativos sobre o local do acontecimento, o cenário, o ambiente;

- determinar numa palavra as suas próprias impressões, para poder tornar a transcrevê-las se for o caso;

- reler as notas em seguida, para se certificar que são legíveis.



Até a próxima!

21 de setembro de 2010

O barato de ser jornalista

Trabalhar no que gosta, segundo os psicólogos, faz muito bem às pessoas. Quando escolhi minha profissão, não sabia realmente o que fazia um jornalista. Ingressei na faculdade e a cada disciplina prática eu me apaixonava mais pelo ofício. A pauta que escolhi para a Exceção fez com que eu tivesse certeza de que amo o que faço. Ser jornalista é ter a possibilidade de conhecer diversos mundos. É uma profissão sem rotina que abre portas para muitos aprendizados.

O assunto da minha reportagem possibilitou que eu entrasse em um mundo totalmente desconhecido para mim. A pauta que escolhi é sobre o presídio de Cachoeira do Sul. Conheci pessoas. Aprendi muitas coisas. Percebi que muitos preconceitos dos meus preconceitos não passavam de meros pré-julgamentos sem base nenhuma.

Presídio de Cachoeira do Sul

Aí me pergunto: Em qual outra profissão seria possível tudo isso? O barato de ser jornalista é poder aprender a cada entrevista. É aprender a dar valor a pessoas que ninguém valoriza. É perceber que o conhecimento é ilimitado. Somos eternos aprendizes.



Aula de alfabetização no presídio



Entrevistando o apenado Alexandre Centa