A vida pode ser muito ingrata às vezes, então, por que não rir ao invés de chorar? Foi assim que Fernando começou a cuidar da avó, dando importância ao bom humor. O estado de espírito positivo, aliás, que sempre foi marca da simpática Dona Nilva. Baseado nas histórias vividas com a avó, Fernando criou a Fanpage “Vovó Nilva” que, de início, era restrita à família e aos amigos, mas aos poucos foi atraindo mais pessoas. Hoje são mais de 122 mil seguidores. Na página, além de postar fotos e vídeos da Vó Nilva, Fernando também publica os diálogos e as situações engraçadas que aconteciam diariamente em casa.
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1 de dezembro de 2015
13 de novembro de 2015
Quem, eu?
Você
conhece a história de Fernando Aguzzoli? Em 2009, um diagnóstico
mudou completamente a vida do estudante de Filosofia. Naquele ano,
sua avó descobriu que era portadora do mal de Alzheimer. Não
satisfeito com os cuidados de um profissional especializado, Fernando
decidiu largar emprego e faculdade para cuidar da avó. Com o passar
dos anos muitas histórias surgiram, e deram origem ao livro
“Quem, eu?” escrito
pelo neto. Nele, Aguzzoli traz relatos da convivência com Dona
Nilva. Um dos trechos você confere logo abaixo:
Vovó seguidamente queria ir pra casa - a casa que ela recordava era a da infância, que nem existia mais - para junto de seus pais e avós - que já tinham morrido há décadas! Até que um dia...
Vovó seguidamente queria ir pra casa - a casa que ela recordava era a da infância, que nem existia mais - para junto de seus pais e avós - que já tinham morrido há décadas! Até que um dia...
Vó:
Eu quero ir pra casa!
Eu: Mas vó, tu tá em casa!
Vó: Não. Eu quero ir pra minha casa agora. Eu não sei o que aqueles meus casacos estão fazendo nesse armário, nem essas minhas bijuterias aqui na cômoda, mas eu quero ir pra minha casa agora!
- pra evitar discussão -
Eu: Ok, então deixa eu te ajudar a fazer a mala.
- pego a mala e começo a dobrar as roupas enquanto conversamos e rimos -
Vó: Aquele casaco ali também é meu ó!
Eu: Aquele é da mãe.
Vó: Que mãe o que...É MEU!
Eu: Ai Deus, nem te serve, mas ok! haha.
- dali cinco minutos -
Eu: VÓ, TU TÁ COLOCANDO TUDO O QUE DOBREI DE VOLTA NOS CABIDES?
Vó: Sim Fernando, quer que eu deixe jogado na mala?
Eu: Mas tu não ia sair?
Vó: Não, tu tá confundindo tudo...eu to chegando agora!
Eu: Ai meu SANTO, vai ver estou confundindo mesmo...foi a viagem mais rápida que já fiz!
Eu: Mas vó, tu tá em casa!
Vó: Não. Eu quero ir pra minha casa agora. Eu não sei o que aqueles meus casacos estão fazendo nesse armário, nem essas minhas bijuterias aqui na cômoda, mas eu quero ir pra minha casa agora!
- pra evitar discussão -
Eu: Ok, então deixa eu te ajudar a fazer a mala.
- pego a mala e começo a dobrar as roupas enquanto conversamos e rimos -
Vó: Aquele casaco ali também é meu ó!
Eu: Aquele é da mãe.
Vó: Que mãe o que...É MEU!
Eu: Ai Deus, nem te serve, mas ok! haha.
- dali cinco minutos -
Eu: VÓ, TU TÁ COLOCANDO TUDO O QUE DOBREI DE VOLTA NOS CABIDES?
Vó: Sim Fernando, quer que eu deixe jogado na mala?
Eu: Mas tu não ia sair?
Vó: Não, tu tá confundindo tudo...eu to chegando agora!
Eu: Ai meu SANTO, vai ver estou confundindo mesmo...foi a viagem mais rápida que já fiz!
Fernando
Aguzzoli é um dos cases da revista Exceção. Na reportagem você
vai conferir mais detalhes do dia a dia entre avó e neto e o motivo
que levou ele a largar tudo para se dedicar a Vovó Nilva.
Dia de comemoração para os Psicopedagogos
Ontem,
12 de Novembro, foi dia do Psicopedagogo, profissional capaz de atuar
de forma preventiva e terapêutica, a
fim de
compreender os processos do desenvolvimento e das aprendizagens
humanas. Ele
investiga, acompanha, intervém no processo de aprendizagem,
possibilitando o aprender, buscando possibilidades e contribuindo com
o despertar de potencialidades. O
psicopedagogo pode atuar em diferentes campos de ação, situando-se
tanto na Saúde como na Educação. A
psicopedagoga Claudia Zirbes foi entrevistada em uma da reportagens
desta edição da Exceção. Ela buscou se formar na área para se
especializar no tratamento do filho Guilherme, portador de autismo.
“O curso contribuiu através de alguns referenciais teóricos para
que eu adquirisse uma visão mais organizada do desenvolvimento
humano, o que me ajudou a entender as lacunas, desvios e excessos que
ocorrem com o desenvolvimento atípico característico do Transtorno
do Espectro do Autismo (TEA)”.
8 de outubro de 2015
POR UM BEM MAIOR
Você conhece algum relato de pessoas que abdicaram dos estudos e até mesmo do trabalho para dedicar-se a alguém que ama? Nessa edição da revista Exceção você vai conhecer duas histórias. Uma delas é de Fernando Aguzzoli. Com apenas 22 anos, ele trancou a faculdade e largou o emprego para se dedicar em tempo quase integral aos cuidados da avó, que sofria de mal de Alzheimer. Vovó Nilva, como ficou conhecida, morreu em dezembro de 2013. As experiências vividas, ora inusitadas, ora dramáticas e as lições aprendidas durante o período, o inspiraram a criar uma página em uma rede social. O dia a dia com a avó também deu origem a uma série de vídeos, um site e um livro.
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